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sábado, 10 de outubro de 2015

“Nas questões de amor, o demasiado apego de um, esfria o coração do outro”.

Quando se termina um namoro ou um casamento com uma pessoa apaixonada é comum ela dizer: “O que vou fazer agora? O que será de mim?”. 
Isso revela sua dependência e fraqueza, ou seja, fazem da pessoa amada a razão de sua existência, e por isso sofrem. Sofrem porque não compreendem que a razão de sua existência é servir a Deus amando a humanidade.
Homem e mulher se casam para servir melhor o mundo. Se o pensamento de ambos estiver fora desse objetivo há sofrimento.
Apego é egoísmo e o egoísmo não eleva o espírito. Por isso, pense sempre em fazer feliz seus-semelhantes. 
Assim, seu nível espiritual subirá e você encontrará alguém com o mesmo nível que o seu, e assim serão ambos felizes.

Realmente, a paixão é algo muito perigoso, porque ela faz com que os instintos dominem a razão, e quando isso acontece, o ser humano se preocupa se suas ações vão prejudicar ou não os semelhantes, e atinge um estado psíquico descontrolado.

Sobre isso Meishu-Sama escreveu: “Em suma, o amor é a flor e o espinho da vida (...) Ele é a maior benção de Deus atribuída ao homem (...) mas, quando o amor vira paixão, ele se torna algo tão perigoso, a ponto de uma pessoa não se importar em abandonar a vida (...).
Quando abandonamos a realidade, notamos que, são mais numerosos os exemplos de infelicidade do que de felicidade pelo amor. 
As brigas entre homens, os sofrimentos sem solução, destruição do destino, suicídios, homicídios e outros fatos desagradáveis quase sem exceção, tem a causa na paixão. Podemos dizer que se trata de algo terrível”.
Meishu-Sama ainda nos ensina que a paixão faz com que o ser humano seja tragado e vencido pelo próprio sentimento, e não pela pessoa amada. E, para não haver tanto sofrimento, ele diz que o homem deve, a todo custo, tragar e dominar seus sentimentos.

O problema é que, desde pequeno, o ser humano é educado e levado a acreditar que não tem capacidade, nem força para controlar seus sentimentos, o que é uma grande mentira.
Uma prova disso é que os monges budistas, por exemplo, conseguem através do treino e repetição mental se induzirem a controlar seus instintos e, se os monges conseguem, qualquer outro ser humano consegue.
Como o ego é algo que se encontra dentro de cada um de nós, é melhor pensar dessa maneira. Isso porque na verdade, ninguém mais pode fazer isso por nós a não ser nós mesmos.
O egoísmo e o apego conduzem o homem à infelicidade. Portanto, a eliminação deles abrirá um novo horizonte proporcionando coisas boas.
Não é bom o homem ter apego.
No caso de relacionamento humano, o ser humano tem apego porque não compreende que se perder a pessoa amada é porque Deus está purificando para mais tarde, devido a eliminação dessas máculas, ser possível encontrar alguém melhor, ou até mesmo a pessoa amada num nível superior.
Isso na verdade é proteção de Deus pois, se o ser humano permanecer com a pessoa amada, sem estar purificado, com certeza ela vai sofrer muito mais do que ser feliz. 
Às vezes, Deus nos une a pessoa que não é a nossa outra parte para aprimorar. Quem é apaixonado, quer sempre a pessoa amada do seu lado. E isso acaba com o relacionamento. 
“Nas questões de amor, o demasiado apego de um, esfria o coração do outro”.