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sábado, 10 de janeiro de 2015

PERDA E SUSPENSÃO DA MEDIUNIDADE



A faculdade mediúnica está sujeita a intervalos e a suspensões momentâneas, isso acontece com freqüência, qualquer que seja o gênero da faculdade. Geralmente essa interrupção é apenas momentânea e a faculdade volta quando cessa a causa que a interrompeu. 

A causa da perda da mediunidade pode acontecer pelo esgotamento do fluido, porém qualquer que seja o motivo, o médium deve estar consciente que não conseguirá usar faculdade mediúnica sem o concurso simpático dos Espíritos. Assim, quando nada obtém, nem sempre é porque a faculdade lhe falta, mas frequentemente são os Espíritos que não querem ou não podem servir-se dele por algum motivo.

O uso que o médium faz da faculdade mediúnica é o que mais influi sobre os Espíritos bons. Sendo assim, eles podem abandonar o médium quando emprega a mediunidade em futilidades ou com finalidades ambiciosas, e quando se recusa a transmitir as palavras dos Espíritos ou a colaborar na produção dos fenômenos para os encarnados que lhe apelam ou que precisam ver para se convencerem. Esse dom de Deus não é concedido ao médium para o seu bel prazer, e menos ainda para servir às suas ambições, mas para servir ao seu progresso e para dar a conhecer a verdade aos homens. Se o Espírito vê que o médium não corresponde mais aos seus propósitos, nem aproveita as instruções e os conselhos que lhe dá, naturalmente, afasta-se e vai procurar um protegido mais digno.

A interrupção da faculdade mediúnica nem sempre é uma censura dos Espíritos, pois pode ser uma demonstração de benevolência. Caso o médium achar que é uma censura, que consulte a sua consciência e pergunte a si mesmo que uso tem feito da sua faculdade, que bem disto tem resultado para os outros, que proveito tem tirado dos conselhos que lhe deram os Espíritos, e chegará a resposta.

Um meio de abreviar a prova é a resignação e a prece. No mais, basta fazer diariamente uma tentativa de alguns minutos, pois seria inútil desperdiçar tempo em ensaios infrutíferos. Mas, a tentativa tem apenas o fim de verificar se já recobrou a faculdade.

Deve-se assim evitar insistir e de se impacientar, para não ser vítima de Espíritos enganadores, que responderão, se se desejar, ardentemente, pois os bons deixarão que o façam, para punirem a insistente teimosia.
 O Livro dos Médiuns (Allan Kardec).

Segunda Parte, Capítulo XVII, item 220.