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domingo, 23 de novembro de 2014

Deus se fez homem para nos ensinar a viver

Olhar para o seu jeito de amar era ver o rosto amoroso de Deus. A sua grande paixão era defender a dignidade das pessoas, denunciando tudo o que machuca o Homem e o impede de se realizar de modo livre.
Amava a simplicidade das crianças e deixava sempre mais felizes as pessoas que comunicavam com ele. Não tinha pretensões a ser rico ou poderoso e preferia a companhia dos mais simples e pobres.
Jamais foi cobarde. Por isso defendia sempre os que não sabiam defender-se. Amava de modo incondicional e defendia a partilha de bens como caminho para chegar à abundância. Os bens da Terra só chegarão para todos, dizia ele, se as pessoas aprenderem a partilhar.
Jamais defendeu a morte ou a marginalização dos pecadores, mas o maior dos seus sonhos era acabar com o pecado. Inaugurou o baptismo no Espírito Santo, a fim de renovar o coração das pessoas, fazendo-as passar do egoísmo para fraternidade. Denunciava corajosamente os que oprimiam em nome da religião, da política ou do dinheiro.
As pessoas que o encontravam descobriam novas razões para viver e amar.
A sua mensagem minava os sistemas caducos que queriam impedir o nascimento da Nova Humanidade. Eis a razão pela qual os poderosos e os detentores dos privilégios não queriam que ele vivesse. Agia assim e depois declarava que a sua missão vinha de Deus. Entre os seus inimigos mais ferozes estavam os sacerdotes e doutores da Lei. Aliás, foram eles que programaram a sua morte. Mataram-no, pensando livrar-se dele para sempre. Mas ele sabia bem que o seu Pai do Céu o ia restaurar, pois estava seguro que Deus toma partido pelos que gastam a vida pelas causas do amor.
Como tinha a força e a luz do Espírito Santo, ele tinha a certeza de que Deus não o deixaria que a sua missão terminasse no fracasso. Tinha consciência de que a sua vida não era apenas sua, pois tomava Deus a sério, ao ponto de fazer dele a causa primeira da sua vida. Por isso Deus lhe confiou uma missão em favor de todos os seres humanos.
Levou o amor até à densidade máxima, isto é, dar a vida por aqueles a quem se ama. Como se deu totalmente, a sua vida deixou de ser apenas sua.
Ao ressuscitar difundiu o Espírito Santo para nós, a fim de nos ressuscitar com ele e sermos incorporados na Família de Deus. Uma vez ressuscitado, a sua vida circula no coração de todos os que abrem o coração à fraternidade e ao amor.
Os seus inimigos mataram-no, mas Deus restaurou a sua vida, fazendo dele o alicerce e a cúpula da Nova Humanidade.
Graças à sua ressurreição, a Humanidade deu um salto de qualidade: de não divinos os seres humanos passaram a ser pessoas divinizadas mediante a assunção e incorporação na Família de Deus. Como um pão que se reparte para alimentar a vida dos outros, assim foi a sua vida.
Só atacava o que desumaniza o homem e o impede de se realizar e ser feliz. Não confundia o pecado com o pecador. Ao pecador procurava libertá-lo, curando as feridas do seu pecado. Ao pecado, pelo contrário, tentava destruí-lo, a fim de salvar a vida e a dignidade das pessoas.
Nasceu na Palestina e o seu nome era Jesus de Nazaré. Deu-se totalmente pela missão que Deus lhe confiou, pois decidiu fazer de Deus a causa primeira da sua vida.
Calmeiro Matias