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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A VIDA ESPIRITUAL NO ALÉM

Podemos ainda dizer que a “morte” é um caminhão que faz mudanças; só faz a mudança, não tem nenhum poder, porque o poder está com o dono da mudança que somos nós, seres humanos, e a felicidade ou infelicidade depois da “morte” vai depender do tipo de “carga” que vai colocar em cima do caminhão que é a “morte”. Se colocarmos uma “carga” corrosiva, sombria, que corresponde ao vício do álcool, do fumo, do jogo, das drogas e do sexo desregrado, ou ainda, o cultivo do ódio, do rancor, do ressentimento, da raiva, do ciúme, da maledicência, da prepotência, do autoritarismo, da maldade, crueldade e da perversidade; certamente seremos infelizes do outro lado da vida. Mas se colocarmos uma “carga” leve, pautada na bondade,, na caridade, na solidariedade, no compartilhamento, na renúncia e na caridade; não teremos nenhum problema no além, e seremos felizes juntos aqueles que se foram antes de nós.
Não existe nenhuma fórmula para nos livrar da “morte”, porque sua chegada é inevitável para todos, mas é apenas uma desorganização biológica imperativa, porque precisamos nos desorganizar fisicamente para que possamos nos organizar espiritualmente no mundo de origem, que é o mundo dos pensamentos. Após a “morte” do corpo físico, continuamos a sermos nós mesmos, mudamos muito pouco ou quase nada, e até as nossas características físicas continuam as mesmas, ou seja, continuamos com a forma humana depois do desencarne. Depois da “morte”, o períspirito se desagrega do corpo físico, e passa a ser o novo instrumento de apresentação do espírito, com o nome de “Corpo espiritual”.
As dificuldades de obstáculos, que a maioria dos espíritos encontra do outro lado da vida, são decorrentes dos erros, pecados e ilícitos cometidos contra os outros na existência física, que catalogados na consciência do homem, que em síntese, é o seu advogado, promotor e juiz ao mesmo tempo, defende, acusa e pune todos aqueles que ferem as Leis Divinas que regem a vida cósmica. O bem edificado em contato com os semelhantes conquistam laços fraternos e de amizade, que servem de anteparo e segurança na nova vida do espírito, assim como os erros e os pecados contra os outros terão que ser ressarcidos na vida espiritual ou em outras reencarnações.
Outro detalhe interessante a respeito da “morte”, é que ela não transforma as pessoas em santas e nem em sábias, e cada um permanece do outro lado da vida exatamente como era quando vivo. O trabalho continua sendo, depois da “morte”, o fator preponderante na evolução do homem, e quem pensa que depois da “morte” vai descansar para sempre, está totalmente equivocado, porque a vida continua plena, dinâmica, depois que passamos para o outro lado da vida.
Jesus afirmou com muita propriedade que ”Onde estiver o seu tesouro, ali estaria o seu coração”, advertindo que todos aqueles que partem apegados às coisas, pessoas e instituições, certamente não saem da Terra, e permanecem jugulados, algemados aos objetos e pessoas de suas predileções.
Uma frase lapidar de Jesus em seu Evangelho de amor “O reino de Deus está dentro de vocês”.


Djalma Santos